sábado, 11 de junho de 2011

A Borboleta, a Rosa e os filhos de Poti.


Estamos vivendo um momento ímpar na história das lutas sociais na terra dos potiguares. Há muito tempo não acontece uma conjuntura como essa. Temos ou tivemos nos últimos dias, greves dos policiais civis do RN, Detran-RN, rodoviários, professores da rede pública de Natal-RN, agentes de saúde e agora o reforço da greve dos técnico-administrativos da UFRN e da UFERSA.
O movimento “Fora Micarla” que surgiu nas ruas, o fenômeno Amanda Gurgel em rede nacional e o movimento pela gasolina mais barata, são sinais de que não estamos mais deitados eternamente em berço esplendido, como diz o belo verso do Hino Nacional. Aliás, esse papo de deitar em berço esplendido é fantástico. Fantástico para as elites medíocres e burguesas do nosso país, que teimam em não reconhecer a legitimidade das lutas sociais e temem a organização do povo. O caso dos bombeiros militares do Rio de Janeiro é o exemplo mais recente dessa criminalização que já ocorreu aqui em Natal recentemente com os nossos policiais militares.
O movimento “Fora Micarla”, apesar de alguns espertalhões tentarem tirar proveito político, é um movimento legítimo, saído das ruas, puxado pelo movimento estudantil que há muito tempo não se mobilizava em Natal. Vejo essa geração atual dos “filhos de Poti” como herdeiros legítimos dos  “cara-pintadas” que depuseram o presidente Collor. Por sinal, eles também pedem o impeachment da prefeita Micarla de Sousa. Pode-se perceber que esse movimento tem inspiração nos levantes populares que aconteceram recentemente no oriente médio e na África. Outro fator a ser considerado, é o fenômeno das redes sociais. Não se surpreendam se os donos do mundo não buscarem maneiras de limitar a liberdade que esses modernos meios de comunicação proporcionam. Os estudantes que ocupam a Câmara Municipal de Natal estão transmitindo em tempo real pelo twitter tudo que acontece lá dentro, até para se garantir de repressão violenta. O movimento pelo combustível mais barato também utilizou essa ferramenta para comunicação rápida entre os participantes.
As greves do serviço público estadual refletem o descaso, despreparo e desrespeito dos atuais donos do poder no estado que, repetindo velhas fórmulas, culpam os governos passados pelo estado inerte em que se encontra a atual administração, ao invés de buscar soluções. O discurso da falta de verba não cola, já que o governo vem investindo maciçamente em publicidade, o total de despesas com diárias aumentou nesses primeiros meses do governo Rosalba Ciarlini, conforme notícias apuradas nos jornais locais, entre outros gastos.
Completando o cerco, na esfera federal temos a primeira greve no governo Dil-má, puxada pelos técnico-administrativos das universidades federais aqui representadas pela UFRN e UFERSA. O movimento que começou forte, em apenas uma semana já contabiliza mais da metade das universidades federais em greve. Outro fator que nos deixa esperançosos é a grande adesão de colegas técnicos em estágio probatório, garotos e garotas que entendendo a importância do momento, e atendendo a mobilização do Sintest, não se acovardaram diante das pressões, chantagens e ameaças dos chefetes de plantão e aderiram ao movimento logo na deflagração. E vem muito mais por aí.
Para concluir, volto aos versos do nosso belíssimo hino nacional citado no segundo parágrafo. Ao invés de ficar “deitado eternamente em berço esplendido” prefiro buscar inspiração no verso: “verás que um filho teu não foge a luta”. É nesse verso que todos nós, filhos de Poti, devemos nos inspirar para não calar diante das injustiças, não temer diante das ameaças e principalmente não sucumbir diante da violência do aparato burguês de repressão.
Viva a luta dos movimentos populares; fora Micarla; liberdade para os Bombeiros Militares do Rio de Janeiro; viva todas as categorias em greves no serviço público do estado do RN; Viva a greve dos técnico-administrativos da UFRN.
Edson Lima
Pós-graduando em Gestão Universitária – UFRN
Técnico-administrativo - UFRN
Coordenador de comunicação – SINTEST/RN
Comissão de comunicação – Comando Local de Greve
Presidente do Conselho Comunitário do Conjunto Niterói

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A importância do marketing na história recente do SINTEST/RN.

Lívia Cavalcanti.  
Jornalista, assessora de comunicação do SINTEST/RN

1 - Como a Sra.  vê a atual situação do SINTEST/RN em termos de imagem pública, em comparação ao período anterior ao investimento em MKT e comunicação, já que a sra testemunhou os dois momentos?

Apesar de todo empenho de todas as direções que por aqui passaram, politicamente falando, o sindicato não possuía tanta visibilidade. Ou quando possuía se restringia a um lado negativo que a mídia costumava atuar, principalmente em períodos de greve. Uma vez que investiu na área, criou sua própria voz, de modo a disseminar o outro lado quase nunca mostrado, recebendo mais visibilidade como um todo e mais credibilidade também.

2 - Na sua opinião, a utilização de ferramentas de marketing, representadas pelo investimento em comunicação externa, comunicação visual, ações como  o Cartão Afinidade, SINTEST Sindicato Cidadão, Sintest na Feira influíram na melhoria da imagem da entidade perante as comunidades internas e externas?

Continuando o pensamento anterior, a reposta é sim! A imagem melhorou muito, pois de nada adiantava as ações heróicas da direção, em fazer seu papel, atuar fortemente nas questões dos trabalhadores, por exemplo, e isso não ecoar, ou não chegar ao conhecimento das pessoas. Um exemplo claro foi o episódio da demissão de um funcionário da Funpec que, segundo seus subordinados, praticava assedio moral. O sindicato atuou em todas as instâncias políticas, porém obteve maior êxito quando expôs o problema, para que todos tivessem acesso. Em mídias eletrônicas, jornais impressos e outros tantos meios de comunicação. Com a apuração do caso e o desfecho vitorioso para os trabalhadores mais uma vez ganhou a entidade pela perfeita comunicação, do início ao fim do caso.
3 - Melhorou a autoestima dos funcionários e diretores?
Uma vez que a imagem da entidade melhora, os que fazem parte dela também são afetados positivamente. De certa forma, a boa comunicação gera consequências como, acabar se tornando referência para outras entidades e outros profissionais. Os diretores se demonstram orgulhosos dos resultados. Os funcionários ganham em consequencia do fortalecimento do local de trabalho no qual atuam.

4 – Gostaria de acrescentar algo mais sobre a influência das ações de marketing na imagem da entidade?

Gostaria de acrescentar a famosa e célebre frase de um dos comunicadores que fez história e não à toa: Quem não se comunica se trumbica (mais conhecido como Chacrinha). É simples e óbvia! De fato todas as coisas estão na dependência de uma boa comunicação que só poderá ser efetivada através do planejamento e de ações eficientes de marketing.

ENTREVISTA PARA TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO
ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO UNIVERSITÁRIA. UFRN - 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

CIRCUITO CONTEMPORÂNEO DE VERÃO - ARTE E PRAIA

Todos os domingos do mês de janeiro, teremos o Circuito Contemporâneo de Verão - Arte e Praia. A proposta é  conversar sobre a arte contemporânea em suas mais diversas manifestações, linguagens, expressões. 

VAMOS VER, FOLHEAR, LER E CONVERSAR A PARTIR DE  CATÁLOGOS!

comer, beber, mergulhar no mar delicioso de Ponta Negra, ouvir música!!!

Todos os domingos - 09, 16, 23 e 30 de janeiro
das 11h às 18h


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Acróstico de Natal

Feliz

N
unca
A bandone
T eus
A migos, pois
L ogo sentirás que sem

E les não

A ndarás tão fortemente,
N ão poderás ir tão distante e não conseguirás atingir os
O bjetivos desejados.

N este 2011 que
O s teus amigos se tornem
V erdadeiros irmãos, e tu possas ser para eles
O amigo, “aquele que chega, quando todo mundo se foi”.

Francisco Martins (Mané Beradeiro)
Mané Beradeiro
Cidadão da lendária e mítica São Sarauê.
Contador de Causos e declamador de poesia matuta na literatura do Rio Grande do Norte
visite:http://franciscomartinsescritor.blogspot.com

domingo, 5 de dezembro de 2010

Keith Haring, Grafite e Pop-Art.


A Pop-art foi um movimento artístico surgido na Inglaterra nos anos 1950, com o Independent Group (IG), mas, que ganhou notoriedade através de Andy Wahrol, nos anos 70, 80 nos EUA. Esse movimento de crítica à arte pura buscava a estética das massas, tentando achar a definição do que seria a cultura pop, aproximando-se do que costuma chamar de kitsch.
Para alguns historiadores, a Pop art marca a passagem do modernismo para o pós-modernismo na cultura ocidental.
Um dos nomes que se tornaram ícones da proposta underground da Pop Art foi Keith Haring. Nascido na Pensilvânaia, ficou conhecido por seu trabalho de grossos contornos pretos e cores vibrantes, bem como através da sua militância nas causas sociais, tendo, inclusive criado a “Keith Haring Foudation”, para tratar das vítimas da Aids.
Por falar em Haring, visitei recentemente uma exposição sua no centro cultural da Caixa Econômica Federal, no Rio de Janeiro. Entre as obras mostradas em “Selected works” estavam as da série Pop Shop; da sua última série de trabalhos, “Story of red and blue”; de campanhas de saúde públicas, skates, fotografias de objetos pessoais, além da exibição de dois documentários; “The Universe of Keith Haring” (direção de Chistina Clausen) e “Drawing the Line” (direção de Elisabeth Aubert)..
Além de sua participação na Bienal de São Paulo de 1983, o artista esteve no Brasil em diversas ocasiões – principalmente na casa de seu amigo, também artista, Kenny Scharf, que possui uma casa em Ilhéus (BA).
Keith morreu aos 31 anos vítima de AIDS, no ano de de 1990.
Por: Edson Lima
Professor de Artes Visuais
Designer Gráfico - UFRN