quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Política Nacional de Museus

Segue abaixo um link interessante. Trata-se da política nacional de museus, que deve interessar aos estudantes de arte, história da arte, museologia entre outros. Um trabalho muito interessante do Governo Federal.

Veja o link...

Feliz Natal? Quando?

Que bom seria se este natal fosse realmente feliz pra todos, né? Um natal sem usina de Belo Monte, sem EBSERH, sem Lei Geral da Copa, sem os ministros da Dilma, sem a Dilma, sem corrupção, sem políticos "ficha suja".
Uma Natal sem Micarla de Souza e sem os vereadores que não acataram seu processo de impeachment...
Um Natal com salário mínimo justo, distribuição de renda, reforma agrária, emprego pra todo mundo.
Uma Natal com seus serviços básicos funcionando, com saúde, educação, limpeza e transporte urbano para todos...
As utopias existem e são elas que movem o mundo!
Enquanto esse dia não chega, brinco de Afro Papai Noel com as crianças da minha comunidade do Conjunto Niterói. Feliz Natal pra todos.

Conselho_Niterói: Excesso de velocidade causa prejuízos no Conjunto ...

Conselho_Niterói: Excesso de velocidade causa prejuízos no Conjunto ...:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

NOTÍCIA DE PLANO PARA ASSASSINAR JOSÉ RAINHA


JOSÉ RAINHA JR e CLAUDEMIR SILVA NOVAIS, presos pela Policia Federal desde o dia 16 de junho de 2011, por ordem do Juiz Federal da 5ª Vara Federal de Presidente Prudente/SP, foram transferidos em setembro para a Penitenciária Estadual Zwinglio Ferreira (P1) de Presidente Venceslau/SP.
Esta semana, José Rainha informou a seus familiares haver recebido notícia, via carta redigida por outro detendo, dando conta de um plano para dar fim a sua vida, bem como a vida de Claudemir Silva Novais. Segundo o conteúdo da carta, o valor oferecido por fazendeiros a outros detentos para executar José Rainha seria de R$500.000,00 (quinhentos mil reais). José Rainha Jr. já foi vítima de tentativas de assassinato por várias vezes, articuladas por setores contrários a reforma agrária, e seu nome foi incluído na lista dos ameaçados de morte divulgada recentemente pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Esta nova ameaça, grave e preocupante, deve ser apurada, sobretudo porque neste momento há uma disputa por terras públicas no Pontal do Paranapanema, reivindicadas para a reforma agrária. A prisão de José Rainha Jr e de outros defensores da reforma agrária ocorreu às vésperas do envio do Projeto de Lei – PL 687/2011, do governo paulista à Assembléia Legislativa de São Paulo, que busca regularizar a grilagem de terras na região, principalmente para expandir o monocultivo de cana-de-açúcar.
E mais, a prisão de José Rainha e Claudemir Silva ocorreu após a publicação da decisão da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concluiu o julgamento do Recurso Especial nº617.428-SP, reconhecendo a existência de terras públicas (devolutas) no 15º perímetro da Região do Pontal do Paranapanema, conhecida nacionalmente como região de intensos conflitos agrários. Ao julgar o mencionado Recurso Especial, o STJ considerou como terra devoluta uma área de 92,6 mil hectares (do 15º Perímetro do Pontal do Paranapanema que vai da cidade de Euclides da Cunha Paulista até Teodoro Sampaio/SP), invadidos irregularmente por grandes grileiros de terras, principalmente usineiros.
Conclamamos as autoridades, entidades e órgãos públicos, defensores dos direitos humanos, que prezam pela vida, para que dêem amplitude ao fato, com o que, espera-se, não passará despercebido.

Rede Social de Justiça e Direitos Humanos

Conselho_Niterói: José Rainha Júnior ameaçado de morte

Conselho_Niterói: José Rainha Júnior ameaçado de morte: O líder sem-terra José Rainha Júnior, preso em São Paulo estaria marcado para morrer nas mãos de detentos. Veja essa notícia abaixo. NOT...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Trabalho de design no curso de artes visuais


Campanha criada como trabalho final da disciplina design no curso de artes visuais da UFRN. Tem a finalidade de criar uma campanha fictícia para arrecadar fundos para a Casa Durval Paiva manter suas atividadesw assistenciais. Veja o link a seguir.

http://issuu.com/edson.ufrn/docs/caccdurvalpaiva_dirarte-1

Djalma Maranhão e a Educação popular

Por Edson Lima
Professor de Artes Visuais
Especialista em Gestão Universitária
Djalma Maranhão, prefeito de Natal cassado pelo regime militar foi um dos precurssores da educação popular no Brasil, apoiado nas experiencias do Educador Paulo Freire. Nesse artigo fazemos um relato das suas experiencias no estado do Rio Grande do norte, no período que antecede o golpe de 1964.
Alguns acontecimentos mundiais do pós-guerra repercutiram no Brasil e também em Natal, como a revolução cubana, primeiro enfrentamento ao imperialismo americano. O acordo de cooperação Brasil - Estados Unidos, que resultou na transferência em massa de recursos econômicos ao estado, visavam entre outras coisas, reforçar o domínio imperialista, atuando para diminuir o impacto que a revolução cubana causava entre as camadas populares.

Foi dentro desse contexto que o populismo, surgido sob o comando de Vargas se desenvolveu e dentro dele, as experiências em educação popular. Na visão das elites, o populismo tinha de acomodar as diversas aspirações populares, mantendo-as sob controle do poder dominante.Diante disso, eram permitidas e até financiadas pelo Governo Federal as várias experiências educacionais do período. Entre elas podemos citar:

a) O MCP - Movimento de Cultura Popular (1960), idealizado pelo então prefeito de Recife, Miguel Arraes. As atividades do MCP eram bastante diversificadas resultando daí a criação das “Praças de Cultura”’ para concentrar essas atividades. Nesse período, Arraes já era governador de Pernambuco;

b) O MEB – Movimento de Educação de Base, sob a orientação da Igreja Católica (CNBB), em 1960. Com o golpe militar, a Igreja acabou isentada da culpa pela “subversão”, tendo apenas os líderes populares sofrido as retaliações;

c) O CPC – Centro de Cultura Popular (1964), criado pela União Nacional dos Estudantes, UNE;

d) Campanha De Pé no Chão Também se Aprende a Ler, sob a orientação do prefeito de Natal, Djalma Maranhão. Essa campanha foi criada em fevereiro de 1961 com a inauguração do primeiro acampamento no bairro das Rocas. Os acampamentos foram a solução encontrada pelo prefeito Djalma Maranhão para sanar as dificuldades orçamentárias que impediam a aplicação de recursos na construção de escolas.

Todos esse programas foram criados segundo a perspectiva do educador pernambucano Paulo Freire e visavam politizar as classes populares envolvidas, possibilitando a passagem da consciência ingênua para a consciência crítica (CORTEZ, 2005, p.49).
Com o golpe militar de 1964 todas essas atividades de educação popular chegaram ao fim sendo os seus idealizadores presos e cassados.
Segundo a professora Margarida Cortez (2005), as idéias de democracia, diálogo, mudança social e do professor como crítico da realidade, presentes na obra de Paulo Freire foram incorporadas à campanha De Pé no Chão, por meio de palestras feitas por Freire e de cursos organizados pela Secretaria de Educação de Natal, com a participação da equipe pedagógica da campanha. Quando da realização da experiência de alfabetização de adultos na cidade de Angicos-RN, toda a equipe pedagógica se deslocou àquela cidade para acompanhar a experiência. Aqui chegando, o Centro de Formação, com o auxílio de estudantes universitários ligados ao CPC da UNE, fez o mapeamento das palavras que seriam utilizadas em Natal. Ainda segundo Cortez, a Campanha De Pé no Chão tinha uma proximidade muito grande com o pessoal do MCP de Pernambuco, também, influenciada por Paulo Freire que residia em Recife.
A equipe pedagógica da campanha realizava cursos de formação em Natal e posteriormente, através de convênios com prefeituras do interior visando a interiorização do programa de erradicação do analfabetismo, meta principal do prefeito Djalma Maranhão.
Com a criação da Diretoria de Documentação e Cultura ficou caracterizada cada vez mais essa preocupação com a educação e a cultura. Na visão de Cortez (2005), a criação das Praças de Cultura foi a iniciativa mais importante da DCC. As praças, que começaram a funcionar em 1961, eram constituídas de parque infantil, biblioteca, jornal mural, campo esportivo, teatro de arena usado para discussões e debates de interesse da comunidade. Atuavam como elemento complementar à orientação pedagógica da campanha.

REFERÊNCIA:

CORTEZ, Margarida de Jesus. Memórias de Campanha. De Pé no Chão Também se aprende a Ler. Natal: EDUFRN, 2005.